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Sexta, 12 de Março de 2010Carlos Luis Rodríguez em acçomUmha exclusiva de...
Jenaro Jesus Marinhas [Podes alargar a imagem fazendo click em riba dela]
Patético! Nom achades? No entanto, nesta coluna Carlos Luis Rodríguez (El Pluma) demonstra um profundo conhecimento da matéria e que, quando fala em calçado, sabe do que fala. Nom em vão levava muitos anos já a lamber as botas dos poderosos, tal e qual o imortalizara o genial Xesús Chichi Campos (um autêntico humorista, ele sim; o mais grande, com licença de Pepe Carreiro e Xaquín Marín quem, se reparades bem, compartilhavam página com Carlos Luis Rodríguez -e Carlos Casares- naquele dia): ![]() Esta caricatura que do na atualidade colunista do El Correo Gallego e apresentador do programa d'A Galega Foro Aberto fijo o malogrado Chichi Campos (e que nós retiramos do Nº 31 da revista XO!, de Junho de 1999) foi reproduzida, a partir dum dado número, em todos e cada um dos números d'A Voz Que Para(va) As Bestas polos colegas e, no entanto, amigos do finado. Talvez em sinal de protesto por ter sido censurada (aparece sem o título, "Carlos Luís Rodríguez en acción", na página 45) no catálogo da exposiçom Xesús Campos, unha visión aguda e vertixinosa de Galicia, patente ao público no Museu do Povo Galego em Setembro e Outubro de 1993. Infelizmente as palavras com que, hoje há dezassete anos, Carlos Luis terminava a sua coluna resultaram proféticas. Podem estar orgulhosos Tags: beiras, carlos luis rodriguez, chichi campos, fred astaire, kruschev, sapataço, sapatada, sapato
Quarta, 10 de Março de 2010XVII aniversário do sapataço do Beiras no Parlamentinho de CartomUmha exclusiva de...
Jenaro Jesus Marinhas ![]()
Aconteceu num dia igual a hoje, Dia da Classe Operária Galega, 17 anos atrás. Em 10 de março de 1993, fazendo valer a sua maioria absoluta e perante os sonoros protestos da oposiçom, o Partido Popular de Manuel Fraga Iribarne aprovava o primeiro trâmite para a reforma do regulamento do que com grande acerto o lider da oposiçom, José Manoel Beiras, chamaria de parlamentinho de cartom. O mais sonado protesto foi o do próprio Beiras que, tal e qual refletiu a imprensa zómbica galega no dia a seguir, nom duvidou em emular, sapato em mao, o gesto do presidente da U.R.S.S. Nikita Khrushchov na assembleia da ONU 33 anos atrás (em 12 de outubro de 1960, Día de la Raza, concretamente). ![]() Foto-montagem a recriar a (nom registada polas câmaras) sapatada do Nikita Khrushchov na ONU. Mais info (em inglês) neste mini-documentário sobre o 12 de Outubro [00:45-01:05].
Para além de La Voz de Galicia outros jornais gallegos-en-el-sentido-más-peyorativo-del-término (como o Faro de Vigo, com foto, e El Correo Gallego, sem ela) também recolherom a notícia:
Com tam "eloquente" e paródico gesto O'Beiras, que já era um político mui conhecido na Galiza, tornou-se imensamente famoso em todo o Império Pequeno:
O heroi do sapataço O sapato voltou a ser utilizado como arma (neste caso de arremesso) de protesto político em 14 de dezembro de 2008 quando, durante uma conferência de imprensa em Bagdá, o jornalista televisivo iraquiano Muntadhar al-Zaidi atirou o seu par de sapatos em direçom ao presidente estado-unidense George W. Bush (errando os dous disparos). Nas páginas d'A Nossa Terra, o humorista gráfico galego Xosé Lois a.k.a. O Carrabouxo fazia a seguinte leitura dos feitos: ![]() Xosé Lois, A Nossa Terra Nº 1.373 (17/23-SET-09), pág. 6.
E é que, como bem di o nosso colega Ano Rosso Quintana citando o comissário político Danilov do filme Inimigo às portas (e com isto regressamos à Uniom Soviética, Back in the USSR, e a Nikita Khrushchov): O que precisamos som herois! E é por isso que nós hoje, no XVII aniversário do seu descalço salto à fama, com o sapato na mao e com a mao (e o finado Michael Jackson, em criança e em negro) no coraçom, veementemente suplicamos: O'Beiras, I Want You Back!
Segunda, 08 de Março de 2010Bob Varilla no desvão dos monjes...Umha exclusiva de...
Arthur Pondal Doylhe ![]() Tudo começou como começam os romances de espiões: Roberto Varilla Harina(AKA SpongeBob), funcionário discreto e desconhecido do corpo de Diplomacia do Império pequeno, foi chamado por "F" (AKA Demolition man... etc, etc) para servir ao Reino no difícil posto de Conselheiro de Cultura da sempre sórdida e ensimesmada Província fantasma de Castroforte do Baralha. Com ar de eficiente, elegante de cachecol ou gravata, pretenso conhecimento de vários idiomas modernos e uma carreira interessante nos Estados Unidos - desde onde e sem a mínima hesitação chegou - o nosso homem apresentou-se no seu posto e começou a movimentar febril papeis de uma parte a outra do seu escritório. Mudada a decoração e apagado o recordo da anterior Conselheira porém, a sua boa vida pronto terminou pressionado pelos seus chefes e perigosos companheiros. Para conservar o seu trabalho e entanto elaborava uma estratégia de distração para ocultar o Gaiás arranjou uma fabulosa história de redes, conspiração e separatistas infiltrados no pacífico mundo dos escritores galaicos. Ante o questionamento dos seus informes pelos seus superiores debruçou-se à desesperada num campanha de desinformação informadora. Numa entrevista en La Opinión da Crunha destacou que:
A polêmica que seguiu às suas palavras, fez considerar aos seus chefes, que certamente os separatistas não dormiam e que este homem era "o homem". Mas como uma mentira leva a outra, mais uma vez apanhado em alevosa entrevista, audazmente a começos de 2010 declarou que a cultura galega estava “ensimesmada e acomplejada”. A imediata reação de alguns dos mais ensimesmados escritores galaicos e ainda da AELG, serviu-lhe para recuperar a confiança do seu chefe e ainda provocar as invejas do mesmíssimo Her Flick. Mas quando tudo começava a ir bem e a vida decorria como fantasia sem sair do Armário, eis que os falsos amigos, alguma mão traditora, ou algum ex-agente ressentido de Mancomum.org fez cair numa armadilha a Varilla. E de fantasia em fantasia, e-che bem certo "apanha-se mais depressa um mentiroso do que um coxo", chegamos à imagem da Semana: Bob Varilla e o "Desván de los Monjes":
Roberto Vainilla: te han pillao, te han pillao con el carrito del helao" ;-) Enfim, despedimos-nos por hoje com a confissão de Varilla e as provas documentais de que a mentira desgasta e envelhece. E lembrai Balbinos, fazei caso dos contos vossas avoas, sede "ninguém" e não sejais cosmopaletos como Bob Varilla:
Segunda, 08 de Março de 2010Os quatro Suevos da GalizaUmha exclusiva de...
Jenaro Jesus Marinhas Continuamos em Sei O Que Nos Figestes... Nos Últimos 525 Anos com as comemorações (e bebemorações) da fundaçom do Reino (Suevo) da Galiza, um feito que aconteceu 1600 anos atrás. E fazemo-lo com a publicaçom dumha reportagem fotográfica (realizada pola nossa colaboradora Leonor de Bourbon e por mim próprio) nos quatro lugares chamados Suevos que na Galiza há: ![]() ![]() ![]() ![]() Quatro lugares, dous pares de Suevos. Como vedes dous destes lugares (os Suevos situados nos concelhos de Arteijo e Abanha) dam nome às suas respetivas paróquias homónimas (Sam Martinho de Suevos e Sam Mamede de Suevos, respetivamente). Cumpre lembrar neste ponto que a paróquia (a diferença do concelho que, bem como a rede de esgotos, a medicina, educaçom, vinho, orde pública, irrigaçom, estradas, a água da traída, e segurança social, lho devemos ao Império Pequeno) é umha divisom administrativa que devemos aos nossos gloriosos antepassados Suevos (vid. Parochiale Suevorum).
Sexta, 05 de Março de 2010Orgulhosos do vosso, orgulhosos do espanholUmha exclusiva de...
Ano Rosso Quintana O 22 de fevereiro, a Coordenadora Galega de Equipas de Normalizaçom e Dinamizaçom Lingüística apresentava umha campanha para que os galegos falem galego. Parece umha parvada, mas neste ponto estamos. A Campanha conta com a voz alta e clara de pessoas da cultura nacional como Luís Tosar, Maria Castro, Martinho Rivas, Susana Seivane, Belém Regueira, ou Antom Reixa, Isabel Risco e Carlos Ares, pessoas das que declaram trilingüemente que o galego precisa mais protecçom, para engadir que estám orgulhosos do seu, orgulhosos do galego. En claro contubérnio, vários membros destacados da intelectualidade e a cultura espanhola venhen de fazer, cada um pola sua parte, umha série de declarações, mostrando o seu orgulho por pertencer a essa grande naçom chamada Espanha. O Primeiro é o piriodista, ex-correspondente de guerra, escritor e académico da língua (espanhola, evidentemente) Arturo Pérez Reverte, que acaba de publicar um novo romance ambientado na Cádiz assediada polo francês. Numha entrevista publicada em elcultural.es lança diagnósticos como este:
Tais palavras estám em sintonia com outras, algo mais longínquas no tempo, mas nom por isso menos vigentes nem esclarecedoras, pronunciadas polo outro grande prócer das letras hispanas, ex-comunista, neoliberal, drogadicto, escritor e ex-apresentador do parte de telemandril Fernando Sánchez Dragó, quando no 2006 recibiu o prémio Petruzzellis della Gattina Fernando Lara por um dos seus tijolos. Dixo Dragó: "Lamento profundamente haber nacido español", e nom ledo de todo, acrescentava:
Mas nos últimos dias, somou-se a este coro de orgulhosos Jesús Neira Rodríguez, Professor universitario, salvador de princesas chonis em perigo, tertuliano todólogo e presidente do observatório regional de Mandril sobre a violência degenerada, mais conhecido polo seu nome de superheroi Professor Neira. Aqui temos a sua última performance, quando se inteirou da excarceraçom do seu suposto agressor: "Me da asco y vergüenza ser español"
O que podemos dizer que lhes sirva de consolo, mais do que acompanhá-los no sentimento?
Quinta, 04 de Março de 2010Atilano Presidente?Umha exclusiva de...
Jenaro Jesus Marinhas ![]() Tem pensado Manuel Manquiña dar o salto à política? Terá pensado "el actor Manquiña" (como lhe chamou naquele dia o José Manuel yo-no-soy-tonto Pousada desde o palco da Quintana) seguir os passos dos seus ultra-conservadores colegas Ronald Reagan e Arnold Schwarzenegger? Leiam o que a nossa colega Cris Moss di hoje na contra-capa do Xornal de Galícia e tirem as suas próprias conclussões:
Quarta, 03 de Março de 2010"Hostias para todos y vino pa' beber'Umha exclusiva de...
Alfredo Tascas ![]()
Explicaçom em Comic Sans do acontecido O Nosso Presidente (ONP) está dum adolescente que nom se tem. O día 1-M, aniversário do Glorioso Alzamento Feixista, a Alberto Núñez Pocoyóo deu-lhe por flipar-se com a sua moça, a jornalista madrilena Chinny (sic) Gámir e, claro, tirou de colegas. A ONP contaron-lhe que um amigo bem situado estava convidado a umha festinha um tanto peculiar, num sítio de ir muito bem vestido e melhor peiteado. "Chinny, ponte esto, que vamos a un sitio", dixo-lhe à namorada. E alá foram. Até aqui, tudo normal em Alberto. Mas como bom caballero español, para ONP umha façanha nom é tal se nom o conta, e claro, publicitou tudo o que puido que ia junto do mesmíssimo Papa de Roma! Polo que conta hoje o Xornal de Galícia, Alberto botou por fora, o convidado era o colega, e ele, nada mais que "séquito". Segundo puido manipular o nosso Hermerico Pinheira, nos corredores mais obscuros do Vaticano, o 1-M escuitou-se umha bonita serenata, consistente nunha engenhosa versom dos espanholísimos Mecano:
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