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Sexta, 12 de Março de 2010

Carlos Luis Rodríguez em acçom
Umha exclusiva de...
Jenaro Jesus Marinhas

[Podes alargar a imagem fazendo click em riba dela]



Dous dias depois do sapataço do Beiras no Parlamentinho de Cartom e um dia depois de que este saisse na imprensa (é dizer, num dia igual a hoje, dezassete anos atrás) o ínclito Carlos Luis Rodríguez (que daquela gastava bigode e escrevia em La Coz de Galicia) publicava umha pretensamente humorística coluna tentando ridiculizá-lo. Reproduzímo-la na íntegra para que as/os nossas/os leitoras/es a leiam e tirem as suas próprias conclussões:

=EL MIRADOR=
Entre Nikita Kruschev y Fred Astaire
CARLOS LUIS RODRÍGUEZ

CUANDO Nikita Kruschev dio su célebre zapateado en la Asamblea General de las Naciones Unidas, el representante americano tomó la palabra y, dirigiéndose a los intérpretes, solicitó que le fuera traducida la estentórea intervención del líder soviético. Nadie se ha preocupado de pedir la traducción del sonado alegato de Beiras en el Parlamento gallego, y aunque alguien lo hiciera no existe entre el funcionariado de la Cámara ningún zapatólogo ducho.

Si persiste don Xosé Manuel en su actitud de émulo invertido de Fred Astaire (la pareja de la Rogers hacía claqué con los pies) quizá el presidente de la Cámara deba contratar los servicios de un bailaor flamenco capaz de interpretar los mensajes del iracundo nacionalista. Un día el taconeo será por soleares, y eso querrá decir que el diputado está melancólico, taciturno, abatido, pobriño; en otra sesión parlamentaria el ritmo irá por bulerías, lo cual dará a entender que el inusitado bailarín se siente de buen humor y hasta es capaz de pactar con el PSOE de Cortizo.

Para pedir la palabra, el portavoz del BNG hará simplemente ademán de descalzarse, y bastará con que vuelva a colocar el zapato en su sitio (el pie) para que Victorino Núñez entienda que el orador ha terminado. Cuando al diputado le toque intervenir desde la tribuna de oradores en ocasión solemne, bajará ya descalzo de su escaño, como un musulmán que entra en la mezquita, y, para no estar en inferioridad de condiciones, el reglamento permitirá que emplee ambos zapatos en la alocución. En vez de darle la palabra, el presidente le dará el zapato:

-O señor zapateiro está no uso do zapato.
-Toc, toc, toctoctoctoc, toc, toc, toc!, ¿toc? Toctoc, toc, toooooc, toc.
-Gracias señor Beiras.
-Toc, toc.
-Non ten mais tempo. Retírolle o uso do zapato.

-¿Sí, señor Conde Roa?
-Deseo intervenir por alusiones.

El carácter del debate exigirá un tipo de zapato adecuado, ya que no es lo mismo zapatear sobre la normalización lingüística, cuestión que requiere unos zuecos, que sobre la crisis pesquera (botas de agua), que en torno a la Administración única (borceguíes), que en relación con un tema menor, doméstico o poco trascendente, para lo cual bastaría con unas zapatillas o tenis. No sólo saldrá ganando el parlamentarismo, sino también las zapaterías.

Hay cabezas que piensan y otras que embisten, decía Unamuno. Pues a partir de ahora habrá zapatos andantes y zapatos elocuentes. Ya no se podrá decir ¡cómo habla Beiras! sino ¡cómo zapatea! Será absurdo aludir a su pico de oro porque su fluidez verbal reside en el zapato, como la de aquel Kruschev que, tras disimular con la zapatiesta su acercamiento a Occidente, fue zapateado por los Bautista Álvarez del PCUS. Historia magistra.

[La Voz de Galicia, SEX, 12-MAR-1993, pág. 11].

Patético! Nom achades?

No entanto, nesta coluna Carlos Luis Rodríguez (El Pluma) demonstra um profundo conhecimento da matéria e que, quando fala em calçado, sabe do que fala. Nom em vão levava muitos anos já a lamber as botas dos poderosos, tal e qual o imortalizara o genial Xesús Chichi Campos (um autêntico humorista, ele sim; o mais grande, com licença de Pepe Carreiro e Xaquín Marín quem, se reparades bem, compartilhavam página com Carlos Luis Rodríguez -e Carlos Casares- naquele dia):

Esta caricatura que do na atualidade colunista do El Correo Gallego e apresentador do programa d'A Galega Foro Aberto fijo o malogrado Chichi Campos (e que nós retiramos do Nº 31 da revista XO!, de Junho de 1999) foi reproduzida, a partir dum dado número, em todos e cada um dos números d'A Voz Que Para(va) As Bestas polos colegas e, no entanto, amigos do finado. Talvez em sinal de protesto por ter sido censurada (aparece sem o título, "Carlos Luís Rodríguez en acción", na página 45) no catálogo da exposiçom Xesús Campos, unha visión aguda e vertixinosa de Galicia, patente ao público no Museu do Povo Galego em Setembro e Outubro de 1993.

Infelizmente as palavras com que, hoje há dezassete anos, Carlos Luis terminava a sua coluna resultaram proféticas. Podem estar orgulhosos :(

Escrito às 11:51:41 nas castegorias: Jenaro Jesus Marinhas, Back to the Future
Correio-e , 764 palavras • Chuza!

Quarta, 10 de Março de 2010

XVII aniversário do sapataço do Beiras no Parlamentinho de Cartom
Umha exclusiva de...
Jenaro Jesus Marinhas

Xosé Manuel Beiras -quien fue llamado al orden por el presidente del Parlamento al igual que Miguel Martínez Losada- se empeñó en recordar, zapato en mano, que el calzado tambiém puede resultar muy "elocuente".

[La Voz de Galicia, QUI, 11-MAR-93, capa].

Aconteceu num dia igual a hoje, Dia da Classe Operária Galega, 17 anos atrás. Em 10 de março de 1993, fazendo valer a sua maioria absoluta e perante os sonoros protestos da oposiçom, o Partido Popular de Manuel Fraga Iribarne aprovava o primeiro trâmite para a reforma do regulamento do que com grande acerto o lider da oposiçom, José Manoel Beiras, chamaria de parlamentinho de cartom.

O mais sonado protesto foi o do próprio Beiras que, tal e qual refletiu a imprensa zómbica galega no dia a seguir, nom duvidou em emular, sapato em mao, o gesto do presidente da U.R.S.S. Nikita Khrushchov na assembleia da ONU 33 anos atrás (em 12 de outubro de 1960, Día de la Raza, concretamente).

khrushchev shoe
Foto-montagem a recriar a (nom registada polas câmaras) sapatada do Nikita Khrushchov na ONU. Mais info (em inglês) neste mini-documentário sobre o 12 de Outubro [00:45-01:05].

[Fazer click em riba da imagem para alargá-la]

Beiras, reviviendo la imagen de Nikita Kruschev en el Consejo de Seguridad de Naciones Unidas, golpeaba repetidamente el pupitre de su escaño con uno de sus zapatos. (En un pleno reciente Fraga comparó las protestas de Beiras con el 'zapateado' de Kruschev en la ONU, a lo que Beiras había replicado diciendo que un zapatazo también podía resultar una manifestación muy "elocuente").

[La Voz de Galicia, QUI, 11-MAR-93, pág. 26].

Para além de La Voz de Galicia outros jornais gallegos-en-el-sentido-más-peyorativo-del-término (como o Faro de Vigo, com foto, e El Correo Gallego, sem ela) também recolherom a notícia:

[Fazer click em riba da imagem para alargá-la]

El zapato de Beiras

Mientras tanto, el portavoz del BNG, Xosé Manuel Beiras, golpeaba con un zapato en la mano su escaño.

[Faro de Vigo, QUI, 11-MAR-93, pág. 14.]

"El titular de la Cámara hubo de llamar repetidas veces al orden a varios diputados, en especial a Beiras y el socialista Martínez Losada, mientras el vicepresidente segundo Antonio Carro (PSdeG-PSOE) abandonaba su puesto en la Mesa y Beiras se sacaba un zapato para golpear su escaño con dureza mientras toda la oposición protestaba."

[El Correo Gallego, QUI, 11-MAR-93, pág. 11].

Com tam "eloquente" e paródico gesto O'Beiras, que já era um político mui conhecido na Galiza, tornou-se imensamente famoso em todo o Império Pequeno:

El líder ruso tuvo, por lo menos, un émulo gallego, el nacionalista Xosé Manuel Beiras, quien saltó a la fama en España en 1993 con la foto aporreando su escaño del Parlamento de Santiago en protesta por la reforma del reglamento impuesta por el PP de Manuel Fraga.

O heroi do sapataço

O sapato voltou a ser utilizado como arma (neste caso de arremesso) de protesto político em 14 de dezembro de 2008 quando, durante uma conferência de imprensa em Bagdá, o jornalista televisivo iraquiano Muntadhar al-Zaidi atirou o seu par de sapatos em direçom ao presidente estado-unidense George W. Bush (errando os dous disparos).

Nas páginas d'A Nossa Terra, o humorista gráfico galego Xosé Lois a.k.a. O Carrabouxo fazia a seguinte leitura dos feitos:

Xosé Lois, A Nossa Terra Nº 1.373 (17/23-SET-09), pág. 6.

E é que, como bem di o nosso colega Ano Rosso Quintana citando o comissário político Danilov do filme Inimigo às portas (e com isto regressamos à Uniom Soviética, Back in the USSR, e a Nikita Khrushchov): O que precisamos som herois!

E é por isso que nós hoje, no XVII aniversário do seu descalço salto à fama, com o sapato na mao e com a mao (e o finado Michael Jackson, em criança e em negro) no coraçom, veementemente suplicamos: O'Beiras, I Want You Back!

O'Beiras give me one more chance
(show you that I love you)
Won't you please let me
(back in your heart)
Oh darlin' I was blind to let you go
(let you go baby)
But now since I see you in his arms
(I want you back)
Yes I do now
(I want you back)
Ooh O'Beiras
(I want you back)
Be be be Ne
(I want you back)
Ga ga ga ga


Escrito às 00:00:00 nas castegorias: Jenaro Jesus Marinhas, Back to the Future
Correio-e , 720 palavras • Chuza!

Segunda, 08 de Março de 2010

Bob Varilla no desvão dos monjes...
Umha exclusiva de...
Arthur Pondal Doylhe

Tudo começou como começam os romances de espiões: Roberto Varilla Harina(AKA SpongeBob), funcionário discreto e desconhecido do corpo de Diplomacia do Império pequeno, foi chamado por "F" (AKA Demolition man... etc, etc) para servir ao Reino no difícil posto de Conselheiro de Cultura da sempre sórdida e ensimesmada Província fantasma de Castroforte do Baralha.

Com ar de eficiente, elegante de cachecol ou gravata, pretenso conhecimento de vários idiomas modernos e uma carreira interessante nos Estados Unidos - desde onde e sem a mínima hesitação chegou - o nosso homem apresentou-se no seu posto e começou a movimentar febril papeis de uma parte a outra do seu escritório. Mudada a decoração e apagado o recordo da anterior Conselheira porém, a sua boa vida pronto terminou pressionado pelos seus chefes e perigosos companheiros.

Para conservar o seu trabalho e entanto elaborava uma estratégia de distração para ocultar o Gaiás arranjou uma fabulosa história de redes, conspiração e separatistas infiltrados no pacífico mundo dos escritores galaicos.

Ante o questionamento dos seus informes pelos seus superiores debruçou-se à desesperada num campanha de desinformação informadora. Numa entrevista en La Opinión da Crunha destacou que:

“La cultura gallega está muy bien pero limita, prefiero la cultura hecha en Galicia”.

A polêmica que seguiu às suas palavras, fez considerar aos seus chefes, que certamente os separatistas não dormiam e que este homem era "o homem". Mas como uma mentira leva a outra, mais uma vez apanhado em alevosa entrevista, audazmente a começos de 2010 declarou que a cultura galega estava “ensimesmada e acomplejada”.

A imediata reação de alguns dos mais ensimesmados escritores galaicos e ainda da AELG, serviu-lhe para recuperar a confiança do seu chefe e ainda provocar as invejas do mesmíssimo Her Flick.

Mas quando tudo começava a ir bem e a vida decorria como fantasia sem sair do Armário, eis que os falsos amigos, alguma mão traditora, ou algum ex-agente ressentido de Mancomum.org fez cair numa armadilha a Varilla.

E de fantasia em fantasia, e-che bem certo "apanha-se mais depressa um mentiroso do que um coxo", chegamos à imagem da Semana:

Bob Varilla e o "Desván de los Monjes":

Intervenção do Excmo Senhor Conselleiro de Cultura Roberto Varela, em FITUR para apresentar os paquetes turísticos das terras do Ulha e Tambre.

Por via (anal) de "Galicia, vén, siéntela" (e obrigados a Mr. Pawley)

Roberto Vainilla: te han pillao, te han pillao con el carrito del helao" ;-)

Enfim, despedimos-nos por hoje com a confissão de Varilla e as provas documentais de que a mentira desgasta e envelhece.

E lembrai Balbinos, fazei caso dos contos vossas avoas, sede "ninguém" e não sejais cosmopaletos como Bob Varilla:

Escrito às 18:23 nas castegorias: Se estám passando, Arthur Pondal Doylhe
Email , 441 palavras • Chuza!

Segunda, 08 de Março de 2010

Os quatro Suevos da Galiza
Umha exclusiva de...
Jenaro Jesus Marinhas

Continuamos em Sei O Que Nos Figestes... Nos Últimos 525 Anos com as comemorações (e bebemorações) da fundaçom do Reino (Suevo) da Galiza, um feito que aconteceu 1600 anos atrás.

E fazemo-lo com a publicaçom dumha reportagem fotográfica (realizada pola nossa colaboradora Leonor de Bourbon e por mim próprio) nos quatro lugares chamados Suevos que na Galiza há:

Lugar de Suevos, paróquia de Suevos (Sam Martinho),
concelho de Arteijo, comarca da Corunha.


Lugar de Suevos, paróquia de Suevos (Sam Mamede),
concelho d'Abanha, comarca da Barcala.


Lugar de Suevos, paróquia de Trás-Monte (Santa Maria),
concelho de Ames, comarca de Santiago.


Lugar de Suevos, paróquia de Coiro (Santa Maria),
concelho de Maçaricos, comarca do Jalhas.


Quatro lugares, dous pares de Suevos. Como vedes dous destes lugares (os Suevos situados nos concelhos de Arteijo e Abanha) dam nome às suas respetivas paróquias homónimas (Sam Martinho de Suevos e Sam Mamede de Suevos, respetivamente). Cumpre lembrar neste ponto que a paróquia (a diferença do concelho que, bem como a rede de esgotos, a medicina, educaçom, vinho, orde pública, irrigaçom, estradas, a água da traída, e segurança social, lho devemos ao Império Pequeno) é umha divisom administrativa que devemos aos nossos gloriosos antepassados Suevos (vid. Parochiale Suevorum).

NOTA: Todas as fotos som de Jenaro Jesus Marinhas exceto as feitas no concelho de Arteijo que som de Leonor de Bourbon. As quatro fotos da nossa amiga e colaboradora que hoje publicamos fam parte dumha extensa reportagem fotográfica que será objeto do seu próprio post. Permaneçam atent@s aos seus ecráns.

Escrito às 00:00:00 nas castegorias: Jenaro Jesus Marinhas, Ano Suevo 2010
Correio-e , 252 palavras • Chuza!

Sexta, 05 de Março de 2010

Orgulhosos do vosso, orgulhosos do espanhol
Umha exclusiva de...
Ano Rosso Quintana

O 22 de fevereiro, a Coordenadora Galega de Equipas de Normalizaçom e Dinamizaçom Lingüística apresentava umha campanha para que os galegos falem galego. Parece umha parvada, mas neste ponto estamos. A Campanha conta com a voz alta e clara de pessoas da cultura nacional como Luís Tosar, Maria Castro, Martinho Rivas, Susana Seivane, Belém Regueira, ou Antom Reixa, Isabel Risco e Carlos Ares, pessoas das que declaram trilingüemente que o galego precisa mais protecçom, para engadir que estám orgulhosos do seu, orgulhosos do galego.

En claro contubérnio, vários membros destacados da intelectualidade e a cultura espanhola venhen de fazer, cada um pola sua parte, umha série de declarações, mostrando o seu orgulho por pertencer a essa grande naçom chamada Espanha.

O Primeiro é o piriodista, ex-correspondente de guerra, escritor e académico da língua (espanhola, evidentemente) Arturo Pérez Reverte, que acaba de publicar um novo romance ambientado na Cádiz assediada polo francês. Numha entrevista publicada em elcultural.es lança diagnósticos como este:

El español es historicamente un hijo de puta.
“España es un país históricamente enfermo. Se ve muy bien en cuanto escarbas un poco en la historia: desde Indíbil y Mandonio, los Austrias, la Ilustración... Hasta ahora mismo... Mira cómo nos estamos cargando la democracia. En cuando se empieza a perfilar una España distinta, esa España que empieza a ser posible, la destruyen los mismos españoles: la arrogancia de unos y el fanatismo de los otros. (...) Sí, el español es históricamente un hijo de puta (...). Cualquiera que haya leído historia de España sabe que aquí todos hemos sido igual de hijos de puta, TODOS. (...) El problema es que España es un país inculto, España es un país gozosamente inculto, es un país deliberadamente inculto, que disfruta siendo inculto, que hace ya mucho tiempo que alardea de ser inculto”.

Tais palavras estám em sintonia com outras, algo mais longínquas no tempo, mas nom por isso menos vigentes nem esclarecedoras, pronunciadas polo outro grande prócer das letras hispanas, ex-comunista, neoliberal, drogadicto, escritor e ex-apresentador do parte de telemandril Fernando Sánchez Dragó, quando no 2006 recibiu o prémio Petruzzellis della Gattina Fernando Lara por um dos seus tijolos. Dixo Dragó: "Lamento profundamente haber nacido español", e nom ledo de todo, acrescentava:

"Lamento profundamente haber nacido español"
"España es un país de gentes sin educación; donde la envidia, que es el peor pecado, es el pecado nacional, donde la mala leche es brutal y en el que, junto con Italia, hay mayor cantidad de sinvergüenzas del mundo; aquí al pícaro, que en cualquier lugar se le mete en la cárcel, es un modelo y se le alaba y exalta; en España te engaña todo el mundo, el editor, el fontanero y el taxista (...). En España nadie se plantea nada desde una perspectiva moral; este es un país de salvajes y de cafres; España vista desde el extranjero resulta un país ridículo, siempre estamos peleándonos con nuestra sombra y los extranjeros se quedan atónitos cuando ven lo que pasa aquí".

Mas nos últimos dias, somou-se a este coro de orgulhosos Jesús Neira Rodríguez, Professor universitario, salvador de princesas chonis em perigo, tertuliano todólogo e presidente do observatório regional de Mandril sobre a violência degenerada, mais conhecido polo seu nome de superheroi Professor Neira. Aqui temos a sua última performance, quando se inteirou da excarceraçom do seu suposto agressor:

"Me da asco y vergüenza ser español"

O que podemos dizer que lhes sirva de consolo, mais do que acompanhá-los no sentimento?

Escrito às 11:29 nas castegorias: O ecrám barato, Ano Rosso Quintana
Email , 584 palavras • Chuza!

Quinta, 04 de Março de 2010

Atilano Presidente?
Umha exclusiva de...
Jenaro Jesus Marinhas
atilano presidente

Tem pensado Manuel Manquiña dar o salto à política? Terá pensado "el actor Manquiña" (como lhe chamou naquele dia o José Manuel yo-no-soy-tonto Pousada desde o palco da Quintana) seguir os passos dos seus ultra-conservadores colegas Ronald Reagan e Arnold Schwarzenegger?

Leiam o que a nossa colega Cris Moss di hoje na contra-capa do Xornal de Galícia e tirem as suas próprias conclussões:


POIS XA QUE O SABES, VOUCHO A DECIR

Manquiña achégase ao Partido Popular

Cris Moss

- Non resultan unha novidade os posicionamentos do actor Manuel Manquiña a respecto de cuestións sensibles no país, como é o caso da lingua. Afirmacións como “por mucho que joda, Galicia es muy bilingüe” o pasado verán en Xornal de Galicia, suscitaron encendidas controversias en diversos foros.

- Malia ás súas opinións, Manquiña nunca se ten posicionado, ata o momento, de xeito partidario. Non obstante onte foi posible observar como o artista se achegaba á voceira do PP no Congreso, Soraya Sáenz de Santamaría, para intercambiar impresións coa conservadora durante unha visita a Santiago.

- Pouco despois deste encontro casual -testemuñas presenciais aseguran que a popular deu mostras de non coñecer ao actor-, Manquiña volveu ser visto en compañía doutro membro do PP, desta volta, conversando cun destacado deputado da formación polos corredores do Parlamento de Galicia.

- O protagonista de filmes como Airbag, cunha dilatada carreira na Televisión de Galicia, amosa a súa proximidade ao PPdeG pouco máis dun ano despois de ter mostrado publicamente o seu apoio á asociación Galicia Bilingüe, e à manifestación que este colectivo celebrou antes das eleccións do 1-M.

[Xornal de Galícia, QUI, 04-MAR-2010, contra-capa].

Mais sobre o Manquiña em SeiOQue.Com:

- Manquiña reafirma-se desde o seu mundo para anormal (QUA, 18-FEV-09)
- Manquiña, "valiente español" (SEX, 06-FEV-09)

Escrito às 12:20:30 nas castegorias: Se estám passando, Jenaro Jesus Marinhas
Correio-e , 293 palavras • Chuza!

Quarta, 03 de Março de 2010

"Hostias para todos y vino pa' beber'
Umha exclusiva de...
Alfredo Tascas
vaticano
Explicaçom em Comic Sans do acontecido

O Nosso Presidente (ONP) está dum adolescente que nom se tem. O día 1-M, aniversário do Glorioso Alzamento Feixista, a Alberto Núñez Pocoyóo deu-lhe por flipar-se com a sua moça, a jornalista madrilena Chinny (sic) Gámir e, claro, tirou de colegas.

A ONP contaron-lhe que um amigo bem situado estava convidado a umha festinha um tanto peculiar, num sítio de ir muito bem vestido e melhor peiteado. "Chinny, ponte esto, que vamos a un sitio", dixo-lhe à namorada. E alá foram. Até aqui, tudo normal em Alberto.

Mas como bom caballero español, para ONP umha façanha nom é tal se nom o conta, e claro, publicitou tudo o que puido que ia junto do mesmíssimo Papa de Roma! Polo que conta hoje o Xornal de Galícia, Alberto botou por fora, o convidado era o colega, e ele, nada mais que "séquito". Segundo puido manipular o nosso Hermerico Pinheira, nos corredores mais obscuros do Vaticano, o 1-M escuitou-se umha bonita serenata, consistente nunha engenhosa versom dos espanholísimos Mecano:

No me invitó
pero yo fui
tras la Pietà espero el momento
en que no me miren
y meterme dentro
era mi oportunidad
guardias suizos y turistas van saliendo
y entre el barullo
yo me cuelo dentro

allí me colé y en tu fiesta me planté
ostias para todos y vino pa'beber.

Mucho niñO mono, pero ninguno sólo
frescos de colores, me lo pasaré bien
yo me preguntaba
quien me lo puede presentar
yo me preguntaba
qué es lo que le voy a rezar

la ví pasar y me escondí
con su traje blanco imponente
iba bendiciendo a la gente
El pontífice me vio y se acercó
el ofrecimiento fue instantaneo
y caí entre sus brazos

allí me colé y en tu fiesta me planté
ostias para todos y vino pa'beber.

Mucho niñO mono, pero ninguno sólo....

Tags: hóstias, papa
Escrito às 9:12 nas castegorias: Se estám passando, Hermerico Pinheira, Alfredo Tascas
Email , 310 palavras • Chuza!

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Começámos?

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Tenho umha 'coraçonada'

Por aquí se va a Madrí!

Contra Espanha e o Capital, "dientes, dientes que es lo que les jode"